saudação

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olá!

Boas vindas

Olá! este espaço é meu e teu, toca a escrever, deixar comentários, coisas de que gostem ou não, vamos escrever sobre nós todos, OK?

No teatro

Maths!

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Boa resposta!

Matemática

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Quem sabe traduzir?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

da Rafaela... só ela!

São (????) piadas diversas (?????)


Qual é a única comida que liga e desliga? - O Strog-On-Off.
O que é que um tomate diz para o outro? -Tomatas-me
O que é que um tubarão diz para o outro?-Tubaralhas-me
O que é que uma impressora diz para a outra?-Essa folha é tua ou é impressão minha?
Diz a massa para o queijo:- Que maçada!Responde o queijo:- E eu ralado!
Sabem quando é que os americanos comeram carne pela primeira vez?- Foi quando la chegou o cristovão co-lombo
No hospital, diz o médico:- O senhor é o dador de sangue?- Não, eu sou o da dor de cabeça!
Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados. Um morreu, o outro não, porquê? - Por que um deles era Longa Vida.(áááiiii tristeza!!!)
Porque é que o elefante não pega fogo?- Porque ele já é cinza.(sem comentários)
O que é que a galinha foi fazer na igreja?- Assistir à Missa do Galo.(ah ah ah...)
Como é que as enzimas se reproduzem?- Fica uma enzima da outra.( Loooool)
Por que o galo canta de olhos fechados?- Porque ele já sabe a letra da música de cor.(áááááhh!!!! Ok!)
O Batman pegou no seu bat-sapato social e no seubat-blazer. Onde ele foi?- A um Bat-zado. (dahhhh!!!)
Como é que o Batman faz para que abram a bat-caverna?- Ele bat-palma. (Uauuuu... Fantástico!)
Como se faz uma omeleta de chocolate ?- Com ovos da Páscoa!(LIIINDO!!!)
Por que é que na Argentina as Vacas vivem a olhar para o céu?- Porque tem 'Boi nos Ares'!(esta ganha a todas!!!)
Para que servem óculos verdes?- Para verde perto.(acho que vou me matar...)
Para que servem óculos vermelhos ?- Para vermelhor. (Grrrrrrrrrrrrrrrr!)
Por que a mulher do Hulk se divorciou dele ?- Porque ela queria um homem mais maduro.(GET IT ?)
Já conheces a piada do fotógrafo?- Ainda não foi revelada.(tão O R I G I N A L)
Como se fala top-less em chinês?- Xem-chu-tian.(ááááiiiii, meu Deus!!!)
Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria ?- Na lagoa há sapinho, e na padaria 'assa pão'.(nãããããããão!!!)
O que é que um cromossoma fala pró outro?- Cromossomos bonitos!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Estou triste!

Tanto que pedi aos meus amigos do 6ºG que levassem uma máquina fotográfica para registarem diversos aspectos da Feira da Criança!!!!!! E nenhum deles o fez! Estou triste!
Precisava muito de enviar um trabalho para a Lituânia sobre um acontecimento importante da vida da escola, estava prometido que o colocava urgentemente no eTwinning, para os alunos da(s) escola(s) da Lituânia, Roménia, Polónia, etc, verem que cá em Portugal, MAFRA! os alunos sabem trabalhar e brincar e realizar actividades interessantes... Estou triste!
Agora como vou fazer?

sábado, 30 de maio de 2009

Nunca se esquecem os amigos verdadeiros

Capítulo 1: Não sei onde estou, de onde vim, nem porque estou aqui!

Esta sou eu. Uma menina perdida na imaginação. Num mundo mais de sonhos do que de pesadelos.
Uma menina só numa ilha deserta. Onde não existe nada nem ninguém. Acho eu! A ver a maré com peixes cor-de-rosa e golfinhos cor-de-laranja. Algas azuis e água roxa.
Um pôr-do-sol vermelho com um fundo verde. Sem um amigo. Mas sinto que já cá estive.
Sei que vocês, que estão a ler este texto, estão a achar estranho eu de repente dizer que não conheço nada nem ninguém. Eu até podia explicar tudo mas nem eu própria sei. Acreditem que não é nada bom não saber nada. Nem onde estás, nem de onde és, porque estás neste sítio. É tão mau que não o desejo a ninguém. Eu sou Esperança e como disse há pouco, sou só uma menina perdida num mundo de imaginação, sem amigos nem ninguém.
Queria dizer uma coisa. Há uns dias ouvi uma voz que hoje ouvi de novo mas era em código.
Dizia:
21 1 9 / 1 14 / 14 20 19 17 14 / 11 1 4 14 / 4 1 / 9 11 8 1
Decifrando o código…
Vai / ao / outro / lado / da / ilha

Capítulo 2: O outro lado da ilha

Pensei que estava sozinha na ilha, pareceu-me ter ouvido uma voz a chamar-me mas penso que seja impossível porque ninguém sabe quem eu sou...
Segui a voz que me chamava e fui dar ao outro lado da ilha. Encontrei uma quinta grande com estábulos amarelos, vacas verdes às manchas laranjas, galinhas azuis, porcos vermelhos, pintainhos pretos e um animal que se destacava à distância, um lindo cavalo cor-de-rosa com o rabo dourado, nunca tinha visto nada igual. Reparei nas ferraduras dele, eram prateadas com riscas cor-de-rosa. É impressionante a forma como ele olhava para mim. Mas de quem seriam estes lindos e estranhos animais?
- Olá Esperança, estávamos à tua espera há muitos anos. Eu sou Pérola, a égua do futuro.
- Mas como é que… Mas vocês…
-Calma, eu explico tudo. Lembras-te daquela voz em código que tu ouviste?
- Voz? Que voz? Mmmmh. Ah, já sei, lembro-me sim.
- Sabes quem era? Era eu!
- Como assim? - disse eu para Pérola com um ar de admirada.
- Como te tinha dito há um bocado eu não sou uma égua normal, eu… ah! Espera, acho que me esqueci de ir buscar comida para a minha bebé. Importas-te de esperar um bocadinho?
- Claro que não me importo, vai lá.
- Ok, então até já. Lamipoiou.
- O quê?
- Lamipoiou.
- Que raio de palavra é essa?
- Quer dizer “adeus”, mas só dizemos esta palavra para pessoas importantes.
- Ah ok! Importantes? Ela disse mesmo importantes? Espera, explica-me uma coisa. Eu sou importante?
-Falamos sobre isso depois. Adeus.
- Oh, adeus – disse eu muito aborrecida.
E assim foi. Aqui fiquei muito, muito, muito tempo à espera da Pérola. Eu queria tanto descobrir quem era a Pérola. E que raio de palavra era aquela? “ Lamipoiou”. Nunca tinha ouvido nada parecido. Será que eu sou mesmo importante? Duvido. Eu não sou ninguém. Mas sinto que já cá estive antes. E quando vi a Pérola reconheci-a de algum lado. É estranha esta sensação de não conhecer nada nem ninguém. Acho que estou a ouvir qualquer coisa.
-Esperança, sou eu a Pérola, preciso muito da tua ajuda. A minha bebé, a Flora, DESAPARECEU e se a encontrares, vai ter à árvore dos Ferimentos. Lá me encontrarás. Obrigado e adeus.
Já era a altura do pôr-do-sol. Como brilhava o vermelho e o verde nas nuvens! Mas, lá mais para a frente, havia uma luz brilhante muito pequena. Eu fui andando, andando e quando cheguei lá descobri que era…
- Flora, encontrei-te! A tua mãe anda louca à tua procura.
- Olhá! Eu xou a Flhora! Nhão lhiguex à minha foma de falha. Eu falho axxim poque xou BEBÉ. Tudo bem vamos para a árvore dos ferimentos.
- A ávore dox ferimentox?
- Sim, foi a tua mãe que disse para ir para lá.
- Thudo bem bamox para lá.
Quando chegámos à tal árvore de que Pérola falara, eu senti que era a minha casa, mas, claro que não era. Mesmo encostada à árvore havia uma…
- Uma estátua minha? – disse eu muito impressionada
- Xim todas ax pexxoax que a minha mamã goxta muito, têm uma extátua.
- Podes explicar-me isso?
- Eu explico? - disse Pérola aparecendo de repente – Nós somos as melhores amigas apesar de já terem passado muitos anos. É uma amizade enorme, por isso é que tu reconheces tudo isto. Eu sou a tua melhor amiga, tu és madrinha da Flora, eu sou rainha de Imaginolândia e esta é a tua casa.
- O quê? Então e a minha família?
- Eles foram uma família enviada por mim para serem teus pais adoptivos. E sabes porquê? Porque há mil anos atrás houve uma guerra. A revolução dos pesadelos contra os sonhos (nós). Foi horrível. Eu enviei-te para a Terra porque percebi que só lá estavas segura e que aqui estavas em perigo. Custou-me tanto deixar-te partir mas foi a única maneira de te salvar.
- Mas porque é que eu não me lembro de nada?
- Porque tens um feitiço sobre ti…
- Um feitiço? – disse eu muito admirada.
- Sim. A lenda diz que se duas melhores amigas se separarem, uma delas indo para outra terra, esquece-se de tudo sobre o passado, mas se voltar a entrar na ilha e vir a melhor amiga, volta tudo ao normal.
- Por isso é que eu me lembrei da Flora e da árvore dos Ferimentos.
- Sim, mas hoje à meia-noite vais lembrar-te de tudo.
E assim foi. Era quase meia-noite e eu e a Pérola fomos para o Rio dos milagres onde tudo tinha acontecido.
À meia-noite, ouviram-se os sons dos grilos e viu-se a luz dos pirilampos.
De repente lembrei-me de tudo. De todos os momentos que tinha passado com Pérola e com Flora.
- Pérola, que foi feito da Popstar? – pergunto eu como se já me lembrasse das coisas há muito tempo.
- Olá Esperança. Uauuu! Estás linda. Mas não tanto como eu, claro. Queres ir a uma festa super popular comigo? – disse Popstar aparecendo de repente.
- Claro Popstar, isso nem se pergunta. Adeus Pérola. Adeus Flora.
- Adeus Esperança – disse Pérola muito aborrecida.
- Adheux experanxa – disse Flora com aquela forma engraçada de falar.
Lá mais para a frente, a Popstar convidou-me para milhares de coisas. Ou festas, ou festas, ou festas, ou festas. E só por causa dessas tais festas ela era SUPER popular. Por isso decidi passar os dias todos com ela. Talvez até pudesse ficar como ela. Mas não me estava a aperceber de uma coisa muito grave. Já tinha passado uma semana e ainda não tinha falado com Pérola. Então decidi ir até à casa dela.
- Olá Pérola!
- Como é que tu foste capaz de trocar a tua melhor amiga por uma Popstar? – disse Pérola muito chateada comigo.
- Só não te visitei durante uma semana!
- Uma semana? Passou um mês. Viste no que te tornaste? Há posters teus por todo o lado.
Percebi que tinha feito asneira. Percebi realmente quem eram os amigos verdadeiros. Por isso pedi perdão a Pérola e ela perdoou. E o próximo passo foi arrancar todos os posters que havia e que eram meus.
- Pérola, percebi uma coisa.
- O quê?
- Que os amigos verdadeiros nunca se esquecem porque são verdadeiros. Não falsos, que só precisam de nós para nos estragar a vida e perdermos mais, e mais, e mais amigos. Por isso preferia ser reconhecida no mundo por A VERDADEIRA do que por POPULAR.

FIM

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Amizade de várias cores

Amizade de várias cores…
Admito que ao princípio não acreditava num mundo com tantas raças, tantas cores…Não acreditava que um chinês, um brasileiro, um indiano, podiam-nos dar a mão quando mais precisamos…que todos partilhamos o mesmo mundo e por isso temos os mesmos direitos…Mas com uma história de amizade como esta talvez vos ajude a perceber o que percebi e a aprender o que eu aprendi…
Tudo começou no 1º dia de aulas quando a professora fez a chamada e um nome muito estranho nos chamou à atenção, chamava-se Duyálá, vinha de outro país, era um rapaz e depressa percebemos o porquê de se ter ido embora, pois o seu país estava em guerra e os seus pais tinham perdido tudo, e para não correrem mais riscos decidiram vir para Portugal.
Mas como sempre acontece as pessoas diferentes são excluídas, mesmo não as conhecendo, e nem pensamos duas vezes no que já passaram e no que estão a sentir. Por isso não hesitamos em gozar com o seu estranho nome. Quando tocou para o intervalo fomos todos a correr jogar futebol mas quando olhei para trás Duyálá andava devagar deixando escorrer dos seus olhos lágrimas de tristeza.
Talvez aí já eu percebesse o mal que lhe estávamos a fazer pois nessa altura só gozávamos com ele e eu não era excepção.
Os dias foram passando e Duyálá continuava sozinho sem falar com ninguém e chorando cada vez mais.
Para além de todos estes problemas Duyálá estava com muitos mais em casa.
Os pais estavam cada vez mais pobres e quase sem dinheiro para se alimentarem.
No dia em que a professora entregou os testes, para nosso grande espanto, a melhor nota da turma foi de Duyálá. Juntamente com o teste a professora deu-lhe um chocolate e os parabéns. Quando Duyálá viu e tocou no chocolate os seus olhos brilharam pois não comia chocolate desde que o seu país entrara em guerra.
No intervalo enquanto treinava futebol sozinha caí e aleijei-me…
Duyálá viu-me, e em vez de gozar comigo ou ignorar-me, pois sei que era isso que eu merecia pelo mal que lhe fiz, veio ao meu encontro e para me alegrar deu-me a coisa mais preciosa que tinha naquele momento: o seu chocolate, e com muito cuidado enrolou o seu casaco no meu joelho para proteger a ferida.
Com um ar muito admirado agradeci-lhe e pedi desculpa por todo o mal que lhe tinha feito. Enquanto partilhávamos o chocolate fomo-nos conhecendo melhor e aí percebi um amigo espectacular que estava a perder e aos poucos e poucos tornámo-nos amigos.
Partilhámos um abraço que admito que nunca esquecerei pois sabia que tinha começado uma grande amizade.
A certa altura uma frase estranha saiu da boca de Duyálá “A nossa amizade começou aqui mas tenho pena de já ter um fim” sinceramente não percebi mas pensei que seria por ele ser diferente.
Os meus amigos viram-me caída no chão ao lado de Duyálá e foram ter comigo para
perceber o que se passava.
Contei-lhes tudo e eles apenas fizeram uma cara de admiração mas ao mesmo tempo sei que sentiram o que senti, um nó na garganta, de arrependimento por toda a dor e as lágrimas que Duyálá tinha deixado escorrer pela cara apenas por racismo e insensibilidade nossa antes.
Quando olhei para o lado Duyálá tinha desaparecido…com aquela confusão toda nem
tínhamos reparado.
Olhámos uns para os outros e pensámos que a melhor maneira para provar o nosso arrependimento era pedir-lhe desculpa… Separámo-nos para procurar Duyálá …
Direita, esquerda, em todos os lados procurámo-lo mas não estava em lado nenhum…
A nossa última hipótese era ir ter com a professora…
E foi o que fizémos…
Perguntámos à professora onde estava o Duyálá pois não o encontrávamos em lado nenhum. Ela fez um momento de silêncio e em seguida explicou-nos o que se passava…Duyálá ia partir da escola e de Portugal pois a guerra do seu país tinha acabado e ele ia voltar para casa e para a sua família pois lá ia ser feliz.
Rapidamente me lembrei da frase de Duyálá “A nossa amizade começou aqui mas tenho pena de já ter um fim”.
A todos nós uma lágrima escorreu pela cara.
Uma lágrima que significava as saudades que íamos sentir e o aperto no coração por sabermos que íamos perder um amigo que nunca tínhamos sabido ter.
Nesse momento jurámos nunca mais fazer o mesmo com mais ninguém pois não queríamos voltar a sentir o que sentíamos naquele momento.
Pois uma das piores sensações que se pode sentir é perder um amigo e o pior é que sabíamos que o único tempo em que estivemos com ele só soubemos apontar-lhe o dedo e fazer com que ele sentisse que ser diferente é mau.
Mas rapidamente nos surgiu a ideia de nos despedirmos de Duyálá…
No dia seguinte estávamos todos à espera no aeroporto para reencontrar Duyálá.
Duyálá veio ao meu encontro e, ao estarmos frente a frente, abracei-o.
Em seguida dei-lhe uma bola para marcar golos por mim, o casaco para ajudar mais pessoas como me ajudou a mim e um chocolate para lhe agradecer por tudo o que me fez e provar que a nossa amizade não tem fim, pois não seriam os quilómetros de distância que iram impedir nem apagar as recordações.
Ele prometeu nunca mais dar importância aos comentários dos outros e ter sempre a certeza que era especial para nós.
E nós prometemos nunca mais excluir ninguém e agora recebemos toda a gente de braços abertos independentemente da sua cor ou raça.
E depois disto infelizmente chegou a hora de Duyálá partir…
Com um abraço entre todos prometemos ser amigos para sempre.
Todos nós acenámos para dizer adeus e a escorrer lágrimas desejámos que ele fosse feliz pois merece.
E foi assim o final da história que vos queria contar…
Sabem: nem sempre acaba bem por isso não cometam este erro com esperança que tenha um final feliz pois não arrisquem perder um amigo ou nem arrisquem sequer a não se ganhar pois as aparências iludem.
Ainda não acabou… tenho novidades para vos contar: sabem, todos os dias falo com o Duyálá e ele diz que está muito feliz com toda a família, e ganhou um prémio para melhor aluno na escola, e como os pais já arranjaram emprego vem cá passar férias no Verão.
Viram, eu disse que a nossa amizade não ia ter fim...
E foi assim que começou a minha primeira mas não última amizade de várias cores…





sexta-feira, 1 de maio de 2009

Lágrima de preta

Este é um poema muito conhecido dum grande poeta Português chamado António Gedeão, que também era professor. Na 5ª feira lemos um texto relacionado com o racismo, a Cristina escreveu o texto que publiquei antes deste, por isso, leiam mais este:

Lágrima de preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Poema do R

Tenho medo do mar
Medo de amar
De sofrer
E não me poder
Conter

E não poder mais
Voltar

De partir
E resolver desistir
De retornar
E não mais encontrar

De gritar
E ninguém me escutar
De morrer
Sem saber o que
É viver

A vida é feita de perdão
Não que seja uma ilusão
Errei tão facilmente
Me arrependi plenamente

Nem tudo posso falar …
Comigo não queres conversar
Desculpa-me se tenho errado
Espero ser perdoado

Essa noite eu
Sonhei com ela
E no meu olhar …
E no meu sonho

Tu estavas tão bonita
Tu estavas a sorrir
Teus olhos brilhantes
E o teu cabelo flutuava
Com o vento …

Eu acho que nos estávamos
No paraíso …
O azul do céu se confundia
Com o azul do mar
O verde da natureza
Era mais verde
A areia verde
A areia da praia cem
Vezes mais fina e mil vezes …

Mais branca, o vento
Dançavam com as
Ondas, e o sol
Aquecia

Em nossos pés
Ao anoitecer nos deitávamos
Sobre pétalas de rosas
Em busca de um amor
Perfeito.

Agostinho “ Verde Alface “

Esta é a história que a Adriana apresentou ao concurso do Supermercado Modelo, esperemos que ganhe!
GANHOU! GANHOU! GANHOU! PARABÉNS!!!
Quando entrou naquela casa, Agostinho nem sabia o que era um microondas.
Piedade lá lhe explicou que "aquela maquineta" (como Agostinho lhe chamara) servia para aquecer comida.
- Lá na nossa terra nem comida a gente tinha, quanto mais maquinetas para a aquecer! - respondeu Agostinho, muito sério.
E não se ficou só por ali. Também quis saber para que é que servia a máquina de lavar roupa, o frigorífico e a televisão.
Martinha ( a "irmã" dele) achava piada ao seu sotaque e à sua maneira de falar. Há muito tempo que queria um irmão. A mãe pensou e voltou a pensar. A resposta era sempre a mesma: " Que a vida estava difícil, ainda por cima em tempos de crise... Até que um dia, o pai chamou-a para jantar. A mãe, sentada à mesa, sorria. O pai estava com um ar muito misterioso. Até que, este, solta uma enorme gargalhada. Martinha perguntou, muito indignada:
- O que é que se passa?
A mãe sorriu e exclamou:
- Vais ter um irmão!
Martinha desatou a correr pela sala de jantar, agarrou-se à barriga da mãe e exclamou:
- Oh, esperei tanto por este dia. Finalmente vou ter um irmão!
Parou e pensou um pouco:
- É menino ou menina? Se for menina quero que se chame Margarida e se for menino quero que se chame João. Oh, que maravilha, até já sinto os seus pontapés. E ...enormes gargalhadas abafaram a sua voz.
O pai lá lhe explicou que a mãe não estava grávida, mas sim que eles iam adoptar uma criança.
Martinha ficou um pouco desanimada, mas quando viu Agostinho a chegar ao aeroporto, a alegria foi a mesma. Limitou-se apenas a dizer-lhe um olá, muito envergonhada. Mas bastou dois dias para serem grandes amigos. Afinal, não eram todas as crianças que tinham um irmão vindo de Cabo Verde, com um sotaque giríssimo e com um bronze de fazer inveja!
A noticia do novo membro da família espalhou-se pela aldeia rapidamente. A leiteira soube pela minha mãe, e o padeiro pelo meu pai. Não bastou muito para espalharem a noticia por toda a gente. Ainda antes de Agostinho ter posto os pés em casa, já ia cheio de chocolates, chupa-chupas, maças, pão e até uma garrafa de leite.
- Na minha terra, para comer um chocolate, é preciso fazer anos ou ser Natal. Cá caem do céu! - exclamou ele, com uma risada de felicidade.
Quando Agostinho entrou no seu quarto, da sua cara transbordava uma alegria imensa. Desde o papel de parede com bolas de futebol até a um pequeno bilhetinho que Martinha escrevera, na sua letra de primária mais perfeita, grande e redonda ( apesar de mesmo assim ser um pouco difícil de compreender ):
" Bem vindo ao teu novo lar e à tua nova família ".
Martinha olhou para Agostinho, muito orgulhosa da sua frase. Reparou que uma pequena lágrima lhe escorria pela face.
- Deve estar muito feliz - pensou.
Piedade preparara um jantar especial. Enquanto Marco comprava o leitão, Piedade fazia o arroz, e Martinha e Agostinho descascavam maçãs, laranjas e kiwis, para fazer uma salada de frutas.
Enquanto saboreavam a salada de frutas (- É a melhor que eu já comi!- disseram todos, em uníssono) Agostinho falou da sua terra. Da D. Kimbé, que curava todas as doenças. (Até curou a minha avó, depois de ser picada por um enxame de abelhas- relembrou ele, com uns olhos muito vivos.) do grande sábio Amadeu, que sabia as respostas de todas as perguntas, do Sr. Távora, que passava de mês a mês pela sua aldeia para vender Bd`s do Tio Patinhas, da sr. ª Maria Manuel, que ralhava sempre com ele por se enganar no troco.
- Era para ver se ganhava mais um dinheirito... -confessou ele, muito tímido.
Todos se desataram a rir.
Mas quando ele precisou de ir à casa de banho, aí é que teve piada. Não sabia como utilizar a retrete, nem sequer como puxar o autoclismo. Piedade explicou-lhe, com muita calma. Depressa aprendeu, pois Agostinho é um rapaz esperto e não queria fazer figura de bobo.
- Vá lá que aprendeu rápido, senão enganava-se e fazia as necessidades no bidé - pensou Martinha, tão feliz por aquele rapaz de olhos verdes ser seu irmão.
Agostinho agradava a todos.
Ajudara Marco a pintar a garagem e ajudava-o sempre a cortar a lenha quando Piedade teimava aquecer o borrego no forno de lenha que herdara do antigo restaurante da avó.
- Porquê aquecer o borrego no forno normal, quando temos um belíssimo forno de lenha? A comida até fica com outro sabor! - Teimava ela, fazendo de tudo para convencer Marco.
Jogava aos policias e ladrões com a Martinha, que gostava sempre de ser o polícia para ter a desculpa de usar o fato de carnaval que Piedade mandara fazer para Agostinho. Jogavam às cartas quando chovia, e quando fazia calor, faziam guerra de balões de água no terreno que havia em frente à casa.
Martinha sentia que aquele era o seu irmão de verdade.
Ajudava a "tia" Piedade ( que mais tarde iria passar a ser tratada por "mãe") nos trabalhos domésticos, e não só.
Piedade fazia bordados em toalhas, lenços e babetes ( nos tempos livres, pois a sua profissão era a de florista ), e não é que Agostinho também tinha jeito para a coisa?
Uma vez Martinha disse-lhe que ele já tinha futuro. Agostinho ficara todo ofendido, pois o seu grande sonho era ser um grande cientista.
Das primeiras coisas que fizeram quando Agostinho chegou a Portugal foi visitar Lisboa. Ele ficara encantado com aquela grande cidade. Foram ao museu da ciência, e foi aí que Agostinho descobriu que queria ser cientista. Adorou os mil e um frasquinhos de experiências, que faziam a água evaporar ou até mudar de cor. Mas depois veio um outro problema. Quando passou pela estátua do D. Afonso Henriques, Agostinho descobriu que também queria ser um herói.
Piedade lá lhe explicou que, se ele descobrisse a cura de uma doença muito grave, podia ser um grande cientista e um herói ao mesmo tempo, pois imensas pessoas já não iriam sofrer por causa disso.
Durante a viagem de carro até casa, enquanto saboreava um pastel de Belém, Agostinho imaginou tudo isso, e sentiu-se um verdadeiro herói, passando em todos os jornais e os canais de televisão. Até escolheu a cor da gravata que iria usar:
- Verde! Verde Alface! Pois era a cor preferida da minha avó. - lembrava Agostinho, com um ar muito importante.
Agostinho conheceu Maria Inácia quando foi a casa da tia Lúcia, que trabalhava na fábrica de pastilhas, ao fim do quarteirão.
Achou-a uma mulher bonita, de casaco verde (verde alface!), uma saia de renda castanha e uns brincos de ametista.
Quando Maria Inácia entrou em sua casa, dita como a sua nova explicadora de português, Agostinho nem queria acreditar. Disse-lhe um "oi", com o seu sotaque estrangeiro, e ela mostrou-lhe o sorriso mais bonito que alguma vez vira na sua vida.
Daí a uns tempo, ela era a sua confidente, talvez até como uma espécie de psicóloga. Era a pessoa a quem ele contava os seus medos e a sua vida em Cabo Verde.
Enquanto aprendia o antónimo de feio, recitava a história da "Libelinha que nunca voou sobre o mar", que tantas vezes a sua avó lhe lia para ele adormecer.
Segredou-lhe que a sua tia Antonieta fazia a melhor cachopa da aldeia, que era a única coisa que animava os homens lá da terra, depois de um dia de trabalho. Maria Inácia aproveitou para lhe perguntar que acentuação a palavra cachopa tinha, mas, antes de responder que cachopa era uma palavra grave, já Agostinho dizia:
- Mas era cachopa pobre, com pouca carne, pois a gente não tinha dinheiro para mais!
Maria Inácia ria-se, fazia-lhe uma festinha no seu cabelo negro, e continuava com a lição.
Uma vez, Agostinho falou-lhe da Bé, uma cadela vagabunda que vivia na sua aldeia em Cabo Verde. Largava pêlo por todo o lado e comia sempre o empadão de carne que a D. Amélia deixava no parapeito da janela, como se fosse uma tarte a arrefecer.
Pode dizer-se que a Bé foi a sua primeira paixão.
Maria Inácia foi a segunda, seguida da flor do terreno em frente da casa de Piedade, que tinha sido ali plantada, sem nenhuma companhia nem ninguém com quem brincar.
Muitas vezes, Agostinho contava-lhe as suas aventuras, a história do Gato das Botas, e a história da "Libelinha que nunca voou sobre o mar", a sua preferida de todas.
Quando a mãe de Piedade chegou lá a casa, Agostinho vestia uma camisola de lã vermelha com um grande " A" amarelo.
Quando chegou à estação de comboios, mesmo antes de dizer olá, a primeira coisa que D.Berta disse a Agostinho foi " Essa camisola é muito bonita".
Desde esse momento, Agostinho percebera que D.Berta era especial. Fora a avó de Cabo Verde que tricotara aquela camisola. Dera-lhe a lã a menina Manuela, que fora a Inglaterra e trouxera novelos para dar de presente a todas as velhinhas da aldeia. D.Constantina agradecera e de imediato começara a tricotar aquela camisola, de uma lã nunca vista em Cabo Verde. Tricotara dia e noite, e , nas suas rezas, prometera que daria aquela camisola a uma pessoa muito especial.
No dia em que a avó morreu, Agostinho vestiu-a e usa-a sempre em dias especiais.
D.Berta, como se conhecesse o seu novo neto desde sempre, dera-lhe a mão, e Agostinho pôs-se em bicos de pés para a beijar.
Já dentro do carro, Agostinho, Martinha e D.Berta falavam sobre que biscoitos iriam fazer, se o recheio era de amora ou morango, " pois o recheio demora a fazer e dá muito trabalho ", afirmara D.Berta, "e tem toda a razão" concordara Marta.
D.Berta tinha uns olhos pequenos mas muito bonitos, uns óculos de míope de cor verde, ( verde alface! ) uma boca fininha mas comprida, e as sardas faziam-na parecer uma menina de colégio.
Os bolos saíram um pouco queimados, mas mesmo assim estavam esplêndidos.
Quando Agostinho e D.Berta foram à boutique do fundo da rua comprar uma camisola de lã quente, (pois o Inverno estava prestes a chegar) não saíram de lá com uma camisola, mas sim com duas, pois a D.Rosa quis dar o seu contributo.
- Então o menino suja a camisola, e depois, como é? Tem que ter outra para usar no dia seguinte! - disse ela, sorridente, mas um pouco indignada pela recusa de D.Berta, com uma oferta tão boa.
D.Berta foi obrigada a ceder.
A casa estava com uma alegria diferente desde que Agostinho chegara. Coisas que não tinham muita importância, como um pedaço de chocolate ou uma fatia de bolo, agora eram uma tamanha riqueza.
Quando Agostinho e Martinha foram para a escola, de mãos dadas, com todas as pessoas a olharem para eles, Agostinho percebera que aquela sempre fora a sua família de verdade.

terça-feira, 28 de abril de 2009

as raparigas... de quem é que vou falar? das manas refilonas? (de quem mesmo é que estou a falar????) da Rafaela escritora? da Cristina escritora? de quem? elas e eles são todos(as) tão simpáticos(as) que o difícil é mesmo começar por um ou uma.
A ver se adivinham: do ano passado, a imagem que recordo da primeira vez que a vi, foi de estar a fazer exercícios de ginástica sem protecção, até fiquei um bocadinho preocupado, se lhe acontecesse alguma coisa podia aleijar-se e depois? este ano a imagem que tenho dela é de ser uma rapariga com uma expressão muito gira, muito conversadora se tiver alguém ao pé, os rapazes gostam bastante dela, está a fazer um esforço por melhorar o seu aproveitamento e comportamento, a pouco e pouco parece que está a conseguir... chama-se... (ela não gosta muito que eu lhe chame , prefere ): quem é?
há outra, muito (deixem-me corrigir: muuuuuuuuuuito!) calada, muito sossegadinha, muito compenetrada, tem nome de rainha - pronto! ela já sabe de quem estou a falar!- sorri às vezes, mas sempere com um ar envergonhado: quem é?
bem, podia ficar aqui a enumerar todas e todos os meus alunos do 6º G, mas prefiro resumir assim: gosto muito de vocês todos! a sério!
fico muito satisfeito quando consigo partilhar uma aula convosco, contar-vos histórias ou coisas que eu sei por já ser mais velho, ouvir o que têm para dizer...
e gostava muito que entrassem aqui nos comentários e respondessem ao que estou a escrever sobre vocês e a vossa turma!

Esta malta é simpática!

Este ano, em que sou professor pelo 33º ano, calhou-me ter uma turma, a que leccionei Inglês no ano anterior, a que lecciono Inglês e Português. 6º ano, turma G, malta fixe!
Descobri muita coisa nova sobre grande parte deles, coisas que se calhar, sendo só professor de Inglês, nunca suspeitaria: imaginem que o Rúben, aquele magricela com cara de adoentado-malandro, gosta de escrever poemas! Quem diria! Nas aulas está constantemente distraído, sentado torto, a catrapiscar o que os outros fazem, só para não ter de copiar ou escrever, ou outra coisa qualquer, relacionado com a aula. Ainda por cima, se lhe faço alguma pergunta, protesta logo: "ei!! eu?" e tem sempre a ideia que não sabe fazer nada! E é isto um poeta!
O Marcelo é outro que protesta sempre quando lhe faço perguntas: "eu? tem mesmo de ser?", e segue as pegadas do Rúben, na ideia que nunca sabe responder a nada! De onde é que tiraram esta ideia? Como é que lhes vou mostrar que estão errados? São rapazes como os outros, nem melhores nem piores, porque será que se acham sempre mais burros e ignorantes?
Podia continuar a falar dos rapazes castiços, como o Simão que chupa o fio do carapuço, o Hugo penteado em crista de galarote, o J namoradeiro...
mas não! agora vou comentar as raparigas


(fica para a próxima, espero para ver a vossa reacção!)

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